Nosso Encontro - Nossas Vozes
Marie Gabriella e Nicole Salmi

1 - Xote da Lua

Lua, beleza nua
Um dia desse ainda te tiro pra dançar
E do seu trono bem faceira à minha espreita
Não é de hoje que eu adoro te olhar

Lua, beleza nua
Um dia desse ainda te tiro pra dançar
E do seu trono bem faceira à minha espreita
Não é de hoje que eu adoro te olhar

E a estrela matutina desatina
E quem eu chamo pra dançar, essa menina
Ou é o olhar dessa menina

Se é a saudade aqui de baixo
Ou é a esperança lá de cima
Só sei que a cada passo
Ela brilha e se anima
Só sei que no compasso dessa dança ela me fascina

Lua, beleza nua
Um dia desse ainda te tiro pra dançar
E do seu trono bem faceira à minha espreita
Não é de hoje que eu adoro te olha

Lua, beleza nua
Um dia desse ainda te tiro pra dançar
E do seu trono bem faceira à minha espreita
Não é de hoje que eu adoro te olha

Vou rodando, te cheirando, te levando
Chamegando sem saber qual é a rima
Pouco importa se quem dança é a menina
Ou a lua, ou a estrela matutina

O que importa é que no meio dessa dança
O forró é a esperança
De um dia te encontrar
E a lua e a menina se confundem
E assim se fundem sol e lua, céu e mar

Vou rodando, te cheirando, te levando
Chamegando sem saber qual é a rima
Pouco importa se quem dança é a menina
Ou a lua, ou a estrela matutina

O que importa é que no meio dessa dança
O forró é a esperança
De um dia te encontrar
E a lua e a menina se confundem
E assim se fundem sol e lua, céu e mar

2 - Xangô

Salve a batida do tambor e o repique
Salve a batida do tambor e o repique
Xangô, xango, xangô

Sabe a batida do tambor e o repique
Sabe a batida do tambor e o repique
Xangô, xango, xangô

A terra estremece
Logo o vento cresce
Sinto a batida do meu coração

Piso firme na terra
Sinto o cheiro da mata
E vôo livre para essa imensidão

Vento sopra pro alto
Descolando o asfalto
Ouço o grito dos animais

Chamam para a colina
Pr'o nascer do dia
Onde cantam os sabias

A terra estremece
A justiça desce
Aqui não tem espaço para dor

Nesse céu de Maria
Já raiou o dia
Então simbóra que a hora é do amor

Bate o pé no chão
Abre o coração
Alinha a coluna para essa imensidão

Caem flores do alto
Já não tem mais asfalto
É o mestre na terra plantando o seu louvor

Sabe a batida do tambor e o repique
Sabe a batida do tambor e o repique
Xangô, xango, xangô

Sabe a batida do tambor e o repique
Sabe a batida do tambor e o repique
Xangô, xango, xangô

A terra estremece
Logo o vento cresce
Sinto a batida do meu coração

Piso firme na terra
Sinto o cheiro da mata
E vôo livre para essa imensidão

Vento sopra pro alto
Descolando o asfalto
Ouço o grito dos animais

Chamam para a colina
Pr'o nascer do dia
Onde cantam os sabias

A terra estremece
A justiça desce
Aqui não tem espaço para dor

Nesse céu de Maria
Já raiou o dia
Então simbóra que a hora é do amor

Bate o pé no chão
Abre o coração
Alinha a coluna para essa imensidão

Caem flores do alto
Já não tem mais asfalto
É o mestre na terra plantando o seu louvor

3 - Mãe Lua

Ó mãe, mãe da natureza
De toda essa beleza
De todo esplendor

Eu me prostro a ti
Ao louvar o feminino em mim
Ao declarar o meu amor aos céus
Vou retirando aos poucos esse véu

Você me acolhe, ó mãe
Mostra os passos que eu devo seguir
Sem hesitar, sei que não posso resistir
Ao seu chamado, ó mãe

Eu busco por ti
E quero sempre poder lhe servir
Meu coração eu abro para o amor
E me entrego ao seu valor

Sua força me traz
O incentivo dessa busca que eu vou
Na esperança de poder ter seu amor
Para me acalentar

E é pra frente que se vai
No tempo eterno que parece demorar
Me desconstruo pra poder me enxergar
E bater asas como o ágil Beija Flor

Oh, ó mãe, ó muito amor que eu vejo e ti
Ó mãe do amor que espelha em mim
Como é bom te escutar

Ó mãe, ó muito amor que eu vejo e ti
Ó mãe do amor que espelha em mim
Como é bom te encontrar

4 - Guerreiro

Cavalgando trotando em meu cavalo
Passo a passo sigo dentro do compasso
Adentrando todo tempo no espaço
Assentando a poeira do passado
Vou soltando cada rastro pré julgado
Percebendo o equívoco passado
Me ligando na pulsão que vem de dentro
Sou selvagem mata virgem desbravando

Oh sou guerreiro, meu escudo é o amor minha flecha cura a dor do veneno
Oh sou guerreiro, meu escudo é o amor minha flecha cura a dor do veneno

É o vento soprando o meu cabelo
Acelero pois o tempo não espera
Horizonte já avisto bem de fronte
Me pergunta dessa vida o que é que eu quero
Na colina quero ser é bailarina
Já no vale empresário da cidade
Que besteira tudo é sonho e brincadeira
Pois no peito sou feliz de verdade
Trago na voz a firmeza mais veloz
Flecha certeira não deixa nada a derradeira
Limpa tudo entrega tudo a natureza
Ela é dona de toda dor toda beleza
É o ar que me permite respirar
E me embala a nessa terra descansar os pés no chão

Sigo somente o coração

5 - Remador

Chega de taxi, de ladeira, de fax
De cadeira, de mouse, computador

 

Chega que o sapato não amolece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

Chega que o sapato não amolece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

 

Parto pro mato, lá pra bandas do Recife

Pro Leste, pro Moçambique 

Pro estrangeiro, pro interior

 

Deixa o cachorro que não obedece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

Deixa o cachorro que não obedece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

 

Chega que o sapato não amolece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

Chega que o sapato não amolece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

 

Parto pro mato, lá pra bandas do Recife

Pro Leste, pro Moçambique 

Pro estrangeiro, pro interior

 

Deixa o cachorro que não obedece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

Deixa o cachorro que não obedece, doutor

Eu vou buscar o meu amor

 

Rema, remador

Que o barco não navega

A vida carece de condutor

 

É rumo que se arruma

É mola que se amola

Eu vou buscar o meu amor

 

É rumo que se arruma

É mola que se amola

Eu vou buscar o meu amor

6 - Clareia

Procurando ir além da rotina

E da disciplina que me faz crescer
Eu procuro um lugar, um vazio, um respiro

Para simplesmente eu ser


Aquilo que eu sou e que eu não conheço

Mas quero vir a conhecer
Eu quero saber o que tenho pra dizer,

Tanto a mim quanto a você


Toda essa emoção, todo esse coração,

Essa forma nova de viver
Precisa de um espaço, de um intervalo

Para com calma florescer


E eu aqui com as demandas da vida

Curando as feridas com todo amor
Me despeço do velho e me abro pro novo

Pedindo ao Pai Criador


Clareia tudo aquilo que eu sou
Incendeia no meu peito esse amor
Me mostra um novo jeito de ser
Abre espaço para um novo renascer

marie nicole nosso encontro final.jpg

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